Operação policial prende presidente da Câmara de Guaratinga por suposta ligação com facção

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A prisão do presidente da Câmara Municipal de Guaratinga, Paulo Silva de Oliveira, conhecido como “Paulo Chiclete”, escancara um novo e grave capítulo envolvendo política e crime organizado no extremo sul da Bahia. Ele foi alvo de uma operação policial que investiga a atuação de uma organização criminosa com ramificações dentro do poder público.

Segundo apuração do portal A TARDE, o vereador é investigado por suposto envolvimento com a facção Comando Vermelho, além de responder por posse ilegal de arma de fogo. Durante o cumprimento de mandado em sua residência, agentes encontraram uma pistola calibre .380 da marca Glock.

Além de Paulo Chiclete, outras seis pessoas foram presas na mesma operação, ampliando o alcance das investigações. Os mandados foram cumpridos em bairros de Eunápolis, como Pequi, Sapucaeira e Juca Rosa, além de áreas de Guaratinga, incluindo o Centro e o bairro Novo Horizonte.

A ofensiva policial foi autorizada pela Justiça da Comarca de Belmonte e inclui mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 3,8 milhões em ativos financeiros distribuídos em 26 contas bancárias ligadas aos investigados — um indicativo da dimensão do esquema.

As diligências ultrapassam as fronteiras da Bahia e se estendem a outros estados, com ações simultâneas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, reforçando a suspeita de uma estrutura criminosa articulada e interestadual.

Paulo Silva de Oliveira, de 38 anos, é natural de Guaratinga e possui ensino médio completo, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas eleições municipais de 2024, foi o segundo vereador mais votado da cidade, com 1.018 votos pelo PSD.

No início de 2025, assumiu a presidência da Câmara Municipal para o biênio 2025-2026, sucedendo o vereador Luiz Eduardo (PT). Durante a campanha, declarou ter recebido R$ 5.100,00 em doações de pessoas físicas.

As investigações seguem em andamento, e a polícia não descarta novos desdobramentos — nem a inclusão de outros nomes no centro do esquema.

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